Donald Trump criticou a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni por sua inação contra o Irã e na imigração, enquanto o presidente Lula condenou as ameaças de Trump e defendeu o Papa Leão XIV.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, por sua suposta falta de ação na guerra contra o Irã e na gestão da imigração, chamando-a de "inaceitável". Trump expressou choque com a postura de Meloni, acusando-a de não querer colaborar para eliminar a ameaça nuclear iraniana e de não cooperar com a OTAN, além de criticar a falta de “coragem” na guerra do Irã. O presidente americano também voltou a criticar a OTAN em suas redes sociais, afirmando que a organização não apoiou os EUA no passado e não o fará no futuro. As declarações de Trump indicam uma tensão crescente nas relações entre os dois líderes, especialmente em questões de segurança internacional e políticas migratórias.
Além das críticas à política externa de Meloni, Trump também desaprovou a forma como a primeira-ministra italiana lida com a imigração, alegando que sua abordagem está “matando a Itália e toda a Europa”. Meloni, por sua vez, criticou Trump por suas declarações sobre o Papa Leão XIV, que o presidente americano chamou de “fraco” por apelos pela paz. Em um movimento separado, a primeira-ministra italiana também anunciou a suspensão de um acordo de cooperação de defesa com Israel e recusou o uso de uma base na Sicília para operações no Irã, buscando distanciar a Itália do conflito. A decisão de suspender o pacto com Israel reflete a crescente insatisfação italiana com as ações israelenses no Oriente Médio, apesar de a Itália ser anteriormente considerada uma forte aliada de Israel.
Em meio a essas tensões, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também se manifestou, criticando as ameaças de Donald Trump ao mundo e a guerra dos EUA contra o Irã, classificando-a como inconsequente. Lula defendeu o Papa Leão XIV, que trocou críticas com Trump sobre as ações dos EUA no Irã e na Venezuela, e afirmou que o presidente americano faz um jogo de narrativas para agradar a população e passar a ideia de um país onipotente. O presidente brasileiro destacou que as ameaças de Trump são prejudiciais à democracia e afetam a economia, especialmente os preços dos combustíveis.
O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, defendeu a postura de Meloni, afirmando que a Itália é uma aliada sólida dos EUA, mas com lealdade mútua e franqueza. Lula também comentou a prisão de Alexandre Ramagem nos EUA, afirmando que ele foi detido por condenação no Brasil e deve retornar para cumprir pena, com a Polícia Federal confirmando que a prisão foi resultado de cooperação internacional entre Brasil e EUA.
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