Uma "frota fantasma" de petroleiros, impulsionada por sanções internacionais contra países como Irã, Rússia e Venezuela, é responsável pelo transporte de quase 20% do petróleo global. Estima-se que cerca de 1.500 navios, dos quais 1.100 são de origem russa, operam fora dos radares, utilizando rotas como Irã-China e Rússia-China/Índia. Esses navios empregam diversas táticas para ocultar sua identidade, incluindo o desligamento de sistemas de identificação, uso de documentos falsos, mudança de nomes e bandeiras, e a realização de transferências de carga em alto mar.
A maioria das embarcações dessa frota tem mais de 15 anos, e a falta de manutenção e seguro eleva o risco de acidentes e vazamentos catastróficos. Além disso, há denúncias de que alguns operadores recorrem ao tráfico humano para tripular esses navios, com marinheiros enfrentando condições de trabalho forçado e recebendo pagamentos em dinheiro ou criptomoedas. Países como Índia, China, Brasil e Cingapura são destinos frequentes do petróleo e derivados transportados por essa frota clandestina, enquanto a União Europeia e os EUA intensificam os esforços para combater essas operações.
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