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Abandono de navios dispara globalmente, afetando milhares de marinheiros mercantes

O número de navios petroleiros e outras embarcações comerciais abandonadas aumentou drasticamente, impactando milhares de marinheiros e expondo as complexidades das "frotas fantasmas" e sanções internacionais.

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Foto: G1 Mundo
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21/02 às 05:00

Pontos principais

  • O abandono de navios cresceu de 20 casos em 2016 para 410 em 2025, afetando 6.223 marinheiros mercantes.
  • Marinheiros enfrentam condições desumanas, com falta de comida e salários atrasados, enquanto permanecem a bordo de navios abandonados.
  • A instabilidade geopolítica, interrupções nas cadeias de suprimentos e o surgimento de "frotas fantasmas" são os principais fatores para o aumento dos abandonos.
  • As "frotas fantasmas" são navios antigos que operam sob bandeiras de conveniência para contornar sanções, como as impostas ao petróleo russo.
  • A Índia colocou na lista negra 86 embarcações estrangeiras por casos de abandono, afetando 1.125 de seus marinheiros em 2025.

O abandono de navios comerciais, incluindo petroleiros, tem crescido exponencialmente, passando de 20 casos em 2016 para 410 em 2025, um aumento que impactou 6.223 marinheiros mercantes globalmente. Este cenário alarmante é impulsionado por uma combinação de instabilidade geopolítica, interrupções nas cadeias de suprimentos e a proliferação das chamadas "frotas fantasmas". Essas frotas são compostas por navios antigos, de propriedade obscura, que utilizam bandeiras de conveniência para operar e contornar sanções internacionais, como as aplicadas ao petróleo russo, exacerbando a irresponsabilidade e dificultando a responsabilização dos proprietários.

As consequências são severas para os marinheiros, que frequentemente se veem presos em condições desumanas, sem acesso a comida adequada ou salários, enquanto aguardam em águas internacionais. Organizações como a ITF têm atuado para garantir o pagamento de salários e o envio de suprimentos, recuperando milhões de dólares em atrasos. Especialistas defendem a necessidade de um "vínculo genuíno" entre os proprietários e as bandeiras sob as quais os navios navegam, visando combater a "abdicação de responsabilidade" dos Estados de bandeira de conveniência e proteger os direitos dos trabalhadores marítimos.

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