Novas regras tarifárias dos EUA alteram a exposição da WEG, gerando efeitos mistos e levando a XP Investimentos e JPMorgan a manterem recomendação neutra para a ação.
Novas regras tarifárias implementadas pelos Estados Unidos, sob a Seção 232, estão redefinindo a exposição da fabricante brasileira WEG no mercado americano. As tarifas, que agora variam entre 15%, 25% ou 50% sobre o valor total do produto, impactam a empresa de forma mista, com motores e geradores mantendo tarifas de cerca de 25%, enquanto produtos de automação tendem a ser isentos. A XP Investimentos projeta um impacto tarifário de 3,6 pontos percentuais na receita consolidada da WEG, o que representa 12-13% das receitas nos EUA.
Apesar do cenário, tanto a XP Investimentos quanto o JPMorgan acreditam que a WEG terá capacidade de repassar esses custos aos consumidores, mitigando a pressão sobre as margens. Contudo, o JPMorgan projeta que as receitas externas da WEG em dólares devem crescer cerca de 5% no primeiro trimestre de 2026, abaixo das expectativas. Ambas as instituições financeiras mantiveram a recomendação neutra para as ações da WEG, citando o potencial de alta limitado no curto prazo e o valuation considerado elevado em comparação com pares globais.
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