Suzane von Richthofen teria recebido R$ 500 mil da Netflix para autorizar um documentário sobre sua vida, levantando debate sobre o lucro de criminosos com suas histórias.
Suzane von Richthofen teria recebido cerca de R$ 500 mil da Netflix para autorizar a produção de um documentário biográfico sobre sua vida, com lançamento previsto para 2026. O pagamento, feito diretamente a Suzane, visou garantir seu depoimento para a produção, provisoriamente intitulada “Suzane Vai Falar”. Além dela, seu marido, Felipe Zecchini Muniz, e outros familiares também teriam recebido valores por autorização de uso de imagem e entrevistas. Um acordo de confidencialidade vitalício impede Suzane e a Netflix de divulgarem o valor exato da transação e restringe entrevistas a outros veículos de comunicação.
O caso reacende o debate sobre a legalidade de criminosos lucrarem com a exploração midiática de seus crimes. Especialistas jurídicos apontam que a legislação brasileira não garante a condenados o direito de receber por autorização de imagem ou por suas histórias, considerando-as fatos públicos. Contudo, o caso de Suzane é considerado uma exceção, pois houve uma cessão contratual específica entre ela e a Netflix para o uso de imagem, voz e relatos pessoais não públicos. Existem projetos de lei e entendimentos doutrinários que buscam impedir que condenados obtenham lucro com a exploração de seus crimes.
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