A nomeação de Suzane von Richthofen como inventariante da herança de seu tio reacendeu a discussão no Congresso Nacional sobre a ampliação do veto à herança em casos de crimes familiares, visando alterar o Código Civil.
A nomeação de Suzane von Richthofen, condenada pelo homicídio dos pais, como inventariante da herança de seu tio, Miguel Abdalla Netto, provocou um intenso debate no Congresso Nacional. A situação expôs uma lacuna no Código Civil brasileiro, que atualmente restringe o veto à herança a crimes cometidos contra o autor da herança ou parentes diretos, excluindo parentes colaterais como tios. Essa brecha legal permitiu que Suzane administrasse o espólio milionário, gerando indignação pública e questionamentos sobre a justiça da legislação vigente.
Em resposta, um projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados com o objetivo de ampliar a indignidade sucessória, estendendo-a a crimes graves contra familiares colaterais. A proposta busca alinhar a lei à percepção social de justiça, argumentando que a regra atual é chocante e enfraquece a responsabilidade jurídica. A discussão envolve complexos conceitos do Direito Civil, onde a exclusão da herança é tratada como sanção e interpretada restritivamente pelos tribunais, evidenciando a necessidade de revisão para evitar situações socialmente controversas.