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Criação comercial de pacas exige licença ambiental e alto investimento

A criação de pacas para produção de carne, embora lucrativa, demanda autorização ambiental e investimento inicial de até R$ 400 mil, com retorno em cerca de um ano.

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Foto: G1 - Economia
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08/04 às 04:01

Pontos principais

  • A criação comercial de pacas, um roedor nativo, requer autorização ambiental por ser um animal silvestre.
  • O processo de licenciamento pode durar um ano e exige projeto técnico assinado por profissional habilitado.
  • O investimento inicial varia de R$ 60 mil para 15 matrizes a R$ 400 mil para projetos maiores.
  • As instalações devem simular o ambiente natural, com recintos de 30 m², mini piscinas e caixas-ninho.
  • A rentabilidade pode vir da venda da carne (R$ 100/kg vivo) ou de matrizes para outros criadores (R$ 2.500 a R$ 3.000 por animal).

A criação comercial de pacas, um roedor nativo do Brasil, surge como uma alternativa de negócio para produtores rurais, mas exige um processo rigoroso de licenciamento ambiental e um investimento significativo. Por se tratar de um animal silvestre, a atividade requer autorização de órgãos ambientais, um trâmite que pode levar cerca de um ano e demanda um projeto técnico detalhado, assinado por um profissional habilitado.

O investimento inicial para iniciar uma criação com 15 matrizes é de aproximadamente R$ 60 mil, podendo alcançar R$ 400 mil para projetos de maior escala. As instalações devem ser projetadas para replicar o habitat natural da paca, incluindo recintos de 30 m² com mini piscinas e caixas-ninho. Apesar da reprodução ser lenta, com gestação de até quatro meses e um filhote por cria, a rentabilidade é atrativa, com a carne vendida a cerca de R$ 100/kg vivo e matrizes comercializadas entre R$ 2.500 e R$ 3.000 por animal.

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