Pesquisadores brasileiros identificaram duas bactérias endofíticas que promovem o crescimento da pimenta-do-reino, podendo diminuir a dependência de produtos químicos na produção.
Pesquisadores brasileiros identificaram duas bactérias endofíticas, Priestia sp. T2.2 e Lysinibacillus sp. C5.11, que promovem o crescimento da pimenta-do-reino. A descoberta, realizada pela Embrapa, pode reduzir significativamente o uso de fertilizantes e defensivos químicos na produção, tornando-a mais sustentável. A Priestia sp. T2.2 demonstrou aumentar em até 75% a altura das plantas e 136% a massa seca, enquanto a Lysinibacillus sp. C5.11 impulsionou o crescimento da massa seca das raízes em 333%.
As bactérias atuam produzindo ácido indolacético, um hormônio vegetal, e sideróforos, que facilitam a absorção de nutrientes pelas plantas. Esta inovação é particularmente relevante para os pequenos agricultores, que são os principais produtores de pimenta-do-reino no Brasil, o segundo maior produtor mundial. A Lei Federal 15.070 de 2024, que regulamenta bioinsumos, abre caminho para que essas linhagens bacterianas se tornem produtos agrícolas viáveis. Os próximos passos incluem testes em campo para confirmar o desempenho das cepas em diferentes condições e variedades da cultura.
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