Um estudo da Universidade Flinders revela que noites quentes, decorrentes de ondas de calor, podem agravar a apneia obstrutiva do sono, aumentando sua prevalência em 1,12% a cada grau de elevação da temperatura.
Um estudo recente da Universidade Flinders, publicado no European Respiratory Journal, aponta que o calor extremo pode agravar significativamente a apneia obstrutiva do sono. A pesquisa, que analisou dados de 67.558 adultos em 17 países europeus entre 2020 e 2024, revelou que para cada grau de aumento na temperatura, a prevalência da apneia cresce 1,12%. Este achado sugere que as ondas de calor não apenas afetam a qualidade do sono, mas também impactam a fisiopatologia da doença.
Especialistas indicam que ambientes quentes dificultam a dissipação de calor do corpo, o que pode fragmentar o sono e favorecer o desenvolvimento ou agravamento da apneia, além de induzir uma resposta inflamatória. Pacientes com apneia moderada a grave, idosos e pessoas com comorbidades cardiovasculares são considerados os mais vulneráveis a esses efeitos. O estudo, de natureza observacional, serve como um alerta importante no contexto das mudanças climáticas globais.
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