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Calor extremo agrava apneia do sono, aponta estudo europeu

Um estudo da Universidade Flinders revela que noites quentes, decorrentes de ondas de calor, podem agravar a apneia obstrutiva do sono, aumentando sua prevalência em 1,12% a cada grau de elevação da temperatura.

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Foto: Poder360
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04/04 às 07:02

Pontos principais

  • Estudo da Universidade Flinders indica que ondas de calor podem aumentar a frequência da apneia obstrutiva do sono.
  • A prevalência da apneia cresce 1,12% para cada grau de aumento na temperatura ambiente.
  • A pesquisa analisou dados de 67.558 adultos em 17 países europeus entre 2020 e 2024.
  • Ambientes quentes dificultam a dissipação de calor corporal, fragmentam o sono e podem favorecer a apneia.
  • Pacientes com apneia moderada a grave, idosos e indivíduos com comorbidades cardiovasculares são mais vulneráveis.

Um estudo recente da Universidade Flinders, publicado no European Respiratory Journal, aponta que o calor extremo pode agravar significativamente a apneia obstrutiva do sono. A pesquisa, que analisou dados de 67.558 adultos em 17 países europeus entre 2020 e 2024, revelou que para cada grau de aumento na temperatura, a prevalência da apneia cresce 1,12%. Este achado sugere que as ondas de calor não apenas afetam a qualidade do sono, mas também impactam a fisiopatologia da doença.

Especialistas indicam que ambientes quentes dificultam a dissipação de calor do corpo, o que pode fragmentar o sono e favorecer o desenvolvimento ou agravamento da apneia, além de induzir uma resposta inflamatória. Pacientes com apneia moderada a grave, idosos e pessoas com comorbidades cardiovasculares são considerados os mais vulneráveis a esses efeitos. O estudo, de natureza observacional, serve como um alerta importante no contexto das mudanças climáticas globais.

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