Pesquisa da Universidade da Pensilvânia indica que aplicativos com ruído de chiado, como o "ruído rosa", podem fragmentar o sono REM e aumentar o tempo para adormecer, ao invés de melhorar o descanso.
Um estudo recente da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, levanta preocupações sobre a eficácia e segurança de aplicativos de celular que emitem ruídos de chiado, como o "ruído rosa", para auxiliar no sono. A pesquisa, que monitorou 25 indivíduos por sete dias, revelou que, embora o ruído rosa possa melhorar o "sono pesado" (fase N3), ele tende a fragmentar o sono REM, crucial para funções cerebrais importantes, e pode até aumentar o tempo necessário para adormecer. Em contraste, o grupo que utilizou protetores auriculares apresentou uma qualidade de sono superior, sugerindo que soluções mais simples e "low-tech" podem ser mais benéficas.
O psiquiatra Mathias Basner, líder do estudo, alertou para os potenciais malefícios do uso contínuo de ruídos de banda-larga, especialmente em populações vulneráveis como bebês. A descoberta desafia a percepção popular de que esses aplicativos são inofensivos e eficazes, destacando a importância de considerar alternativas como tampões de ouvido para mitigar ruídos externos intermitentes e promover um sono verdadeiramente reparador.