Pesquisa da Unifesp identifica cela onde suicídio de Herzog foi forjado
Pesquisadores da Unifesp identificaram a cela exata no DOI-Codi de São Paulo onde a ditadura militar simulou o suicídio do jornalista Vladimir Herzog em 1975.
Pontos principais
- Pesquisadores da Unifesp identificaram a cela no DOI-Codi de São Paulo onde o suicídio de Vladimir Herzog foi forjado em 1975.
- A identificação foi possível por meio de evidências documentais, periciais, arquitetônicas e comparação com fotos históricas.
- A cela, no primeiro andar do prédio dos fundos do conjunto que hoje abriga a 36ª Delegacia, apresentava elementos construtivos compatíveis com as imagens da época.
- A pesquisa confirmou a materialidade das mentiras oficiais da ditadura militar sobre a morte do jornalista.
- Herzog foi torturado e assassinado em 25 de outubro de 1975, com seu corpo encontrado em uma cena de suicídio simulado.
Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram a cela exata no Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo onde a ditadura militar simulou o suicídio do jornalista Vladimir Herzog em 25 de outubro de 1975. A descoberta, resultado de trabalhos de arqueologia forense, pesquisa histórica e arquitetura, confirma a materialidade das fraudes estatais e das mentiras oficiais do regime.
A identificação da cela, localizada no primeiro andar do prédio dos fundos do conjunto que hoje abriga a 36ª Delegacia, foi possível através de uma análise detalhada de evidências documentais, periciais, arquitetônicas e comparação com fotos históricas. A pesquisa também utilizou laudos periciais de José Ferreira de Almeida, outro militante assassinado no DOI-Codi meses antes, cuja descrição da cela foi crucial para a localização. A cena forjada de suicídio de Herzog, com os pés no chão e marcas de tortura, expôs a brutalidade do regime militar e a farsa de suas narrativas.
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