China proíbe uso de apartamentos como cemitérios improvisados
O governo chinês proibirá o uso de apartamentos residenciais para guardar urnas funerárias, uma prática que surgiu devido aos altos custos e à escassez de espaço em cemitérios.
Pontos principais
- A China proibirá o uso de apartamentos como cemitérios improvisados para guardar cinzas de parentes.
- A prática se tornou comum devido aos altos custos dos túmulos e à escassez de espaço em cemitérios.
- Muitos chineses compravam imóveis encalhados para essa finalidade, transformando-os em salas de rituais com urnas alinhadas.
- A proibição entra em vigor antes do Festival de Qingming, o Dia da Limpeza dos Túmulos.
- Os custos funerários na China são os mais altos do mundo depois do Japão, chegando a quase metade do salário médio anual em 2020.
O governo chinês anunciou a proibição do uso de apartamentos residenciais para guardar urnas funerárias, uma prática que se popularizou no país devido aos altos custos e à escassez de espaço em cemitérios. A medida, que entra em vigor antes do Festival de Qingming, o Dia da Limpeza dos Túmulos, visa combater a confusão entre espaços para vivos e mortos, além da falta de transparência nos preços dos funerais.
A prática de transformar apartamentos em cemitérios improvisados surgiu como uma alternativa à inflação dos serviços funerários, que estão entre os mais caros do mundo na China, superados apenas pelo Japão. A rápida urbanização e a crise imobiliária, que derrubou os preços dos apartamentos, também contribuíram para que muitos chineses adquirissem imóveis encalhados com a finalidade de criar salas de rituais para seus entes queridos.
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