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CEO da Air Canada renuncia após críticas por não falar francês

Michael Rousseau, CEO da Air Canada, anunciou sua aposentadoria para o final de 2026, após ser criticado por divulgar uma mensagem em inglês sobre um acidente fatal.

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Foto: G1 Mundo
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30/03 às 15:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Michael Rousseau, CEO da Air Canada, se aposentará no final do terceiro trimestre de 2026.
  • A decisão ocorre após críticas por uma mensagem de condolências apenas em inglês, referente a um acidente fatal em Nova York.
  • Um dos pilotos falecidos era francófono, e a sede da Air Canada fica em Montreal, Quebec, onde o francês é predominante.
  • A Lei das Línguas Oficiais do Canadá exige comunicação em inglês e francês, o que foi ignorado por Rousseau.
  • O incidente gerou centenas de reclamações e pedidos de renúncia, incluindo de autoridades canadenses.
  • O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o premiê de Quebec, François Legault, consideraram a renúncia apropriada.
  • Rousseau pediu desculpas, alegando incapacidade de falar francês fluentemente, mas já havia sido criticado por isso em 2021.
  • Apesar do anúncio, Rousseau continuará liderando a empresa e participando do conselho até sua aposentadoria.

O CEO da Air Canada, Michael Rousseau, anunciou sua aposentadoria, que ocorrerá no final do terceiro trimestre de 2026, após enfrentar forte oposição pública. A controvérsia surgiu depois que Rousseau divulgou uma mensagem de condolências exclusivamente em inglês, referente a um acidente fatal em Nova York que vitimou dois pilotos, um deles de Quebec. A atitude foi amplamente criticada por desrespeitar o bilinguismo oficial do Canadá, gerando centenas de reclamações e pedidos de renúncia, inclusive de autoridades canadenses. A polêmica se intensificou porque a sede da Air Canada fica em Montreal, Quebec, onde o francês é predominante, e a Lei das Línguas Oficiais do Canadá exige comunicação em inglês e francês.

Autoridades como o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o premiê de Quebec, François Legault, consideraram a decisão de Rousseau apropriada, enfatizando a importância de um CEO bilíngue para a companhia. Rousseau já havia sido criticado anteriormente por sua falta de fluência em francês e havia prometido aprender o idioma ao assumir o cargo em 2021. Apesar do anúncio de sua aposentadoria, Rousseau continuará liderando a empresa e participando do conselho até a data de sua saída.

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