Ex-piloto da Air Canada é acusado de voar sem licença por 17 anos
Geoffrey Wall, de 59 anos, teria realizado 900 voos comerciais com documentação falsificada entre 2009 e 2025.
Pontos principais
- Geoffrey Wall realizou cerca de 900 voos comerciais como capitão sem a habilitação específica exigida.
- A fraude foi descoberta em 2025, após o piloto ter se aposentado no ano anterior.
- O ex-piloto enfrenta sete acusações criminais, incluindo fraude e falsificação de documentos.
- A Air Canada iniciou uma auditoria interna para revisar falhas nos processos de verificação de credenciais.
As autoridades canadenses formalizaram acusações contra Geoffrey Wall, de 59 anos, um ex-piloto da Air Canada que operou aeronaves comerciais por 17 anos sem a licença exigida para a função de capitão. Embora Wall possuísse algumas credenciais válidas, a investigação confirmou que ele não detinha a habilitação necessária para comandar as aeronaves nos cerca de 900 voos realizados entre 2009 e 2025. O caso veio à tona após uma verificação aleatória no Aeroporto Internacional Pearson, ocorrida após o profissional ter se aposentado no ano passado. Wall responde agora a sete acusações criminais, incluindo fraude e falsificação de documentos.
Em resposta à descoberta, a Air Canada afastou o ex-funcionário e iniciou uma auditoria interna para revisar seus protocolos de conformidade e segurança. A companhia aérea ainda não detalhou as falhas específicas que permitiram a irregularidade por quase duas décadas, mas reforçou que a segurança dos passageiros foi mantida por meio de treinamentos de reciclagem obrigatórios que todos os pilotos devem cumprir periodicamente. O caso levanta preocupações sobre a eficácia dos processos de verificação de documentos no setor aéreo, enquanto a investigação sobre o período de atuação irregular do ex-piloto permanece em curso.
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