Os rebeldes houthis, grupo apoiado pelo Irã, reivindicaram um ataque com mísseis balísticos contra Israel, marcando a primeira ação direta do grupo contra o país desde o início da guerra na região. Horas depois, um segundo míssil de cruzeiro foi disparado. As Forças de Defesa de Israel (IDF), por sua vez, declararam ter interceptado ambos os mísseis antes que atingissem seu território, sem registrar vítimas ou danos. O brigadeiro-general Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, confirmou os ataques, afirmando que mísseis foram disparados contra "locais militares israelenses sensíveis" no sul de Israel.
Este incidente ocorre após Saree ter sinalizado a intenção dos houthis de se juntar ao conflito regional. A ofensiva foi justificada como resposta à escalada militar na região, citando ataques a infraestruturas e países como Líbano, Irã, Iraque e territórios palestinos. Especialistas alertam que o envolvimento direto dos houthis amplia os temores de uma expansão da guerra no Oriente Médio, que já envolvia os Estados Unidos e o Irã.
A entrada do grupo na guerra levanta preocupações sobre a escalada das tensões e a possibilidade de novos ataques a navios mercantes no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota marítima crucial que controla cerca de 12% do petróleo comercializado globalmente. Os houthis, formalmente conhecidos como Ansar Allah, são um grupo armado político e religioso que defende a minoria muçulmana xiita do Iêmen e se alinha ao "Eixo da Resistência" liderado pelo Irã. O grupo ameaça continuar as operações até o fim da agressão em todas as frentes.
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