Vinte e duas pessoas morreram após seis dias à deriva no Mar Mediterrâneo, em uma travessia da Líbia para a Grécia, elevando o número de mortes na rota migratória para a União Europeia em 2026.
Vinte e duas pessoas morreram e 26 foram resgatadas após um bote inflável ficar à deriva por seis dias no Mar Mediterrâneo, sem água nem comida. O grupo de migrantes, composto por cidadãos de Bangladesh, Chade e Sudão do Sul, partiu de Tobruk, Líbia, com destino à Grécia. Sobreviventes relataram que os corpos das vítimas foram lançados ao mar por ordem de um dos traficantes de pessoas. Dois homens do Sudão do Sul, de 19 e 22 anos, foram presos como suspeitos de tráfico de pessoas e homicídio culposo.
Este incidente eleva o número de mortes na rota migratória para a União Europeia, que mais que dobrou nos dois primeiros meses de 2026 em comparação com o ano anterior, atingindo cerca de 660 óbitos. A rota entre a Líbia e Creta tem sido cada vez mais utilizada por migrantes. A Comissão Europeia ressaltou a necessidade de ampliar a cooperação e reforçar as ações contra redes de tráfico de migrantes, enquanto o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para a política migratória do bloco.
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