Sem água nem comida, 22 morrem à deriva no mar em rota de migrantes que já fez mais de 600 vítimas em 2026
Vinte e duas pessoas morreram após seis dias à deriva no Mar Mediterrâneo, em uma travessia de migrantes da Líbia para a Grécia, enquanto o número de mortes na rota migratória para a União Europeia mais que dobrou nos primeiros meses de 2026.
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28/03 às 10:53
Pontos principais
- Vinte e duas pessoas morreram e 26 foram resgatadas após um bote inflável ficar à deriva por seis dias no Mediterrâneo, sem água nem comida.
- Os sobreviventes relataram que os corpos das vítimas foram lançados ao mar por ordem de um dos traficantes de pessoas.
- Dois homens, de 19 e 22 anos, do Sudão do Sul, foram presos como suspeitos de tráfico de pessoas e homicídio culposo.
- O grupo de migrantes era composto por cidadãos de Bangladesh, Chade e Sudão do Sul, e partiu de Tobruk, Líbia, com destino à Grécia.
- A Comissão Europeia destacou a necessidade de ampliar a cooperação e reforçar as ações contra redes de tráfico de migrantes.
- O número de mortes de migrantes tentando chegar à União Europeia mais que dobrou nos dois primeiros meses de 2026, comparado ao ano anterior, totalizando cerca de 660 mortes.
- A rota entre a Líbia e Creta tem sido usada com mais frequência, e o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para a política migratória do bloco.
Mencionado nesta matéria
Organizações
FrontexOrganização Internacional para as Migrações (OIM)Comissão EuropeiaParlamento Europeu
Lugares
Mar MediterrâneoGréciaCretaIerapetraHeracliãoTobrukLíbiaUnião EuropeiaBruxelasCanal da ManchaGravelinesFrançaBangladeshChadeSudão do Sul
