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Interrupção do Minha Casa, Minha Vida geraria alto custo político

Especialista avalia que a descontinuidade do programa Minha Casa, Minha Vida é improvável devido ao seu peso social e econômico, apesar da crescente dependência do setor imobiliário.

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Foto: InfoMoney
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26/03 às 16:01

Pontos principais

  • O Conselho Curador do FGTS aprovou alterações no Minha Casa, Minha Vida, expandindo a renda máxima familiar e o valor dos imóveis financiados.
  • O programa é considerado vital para o crédito habitacional e o setor imobiliário, especialmente em cenário de juros elevados.
  • José Carlos Martins, conselheiro do Ecossistema Sienge, afirma que o risco de descontinuidade do programa é baixo.
  • A interrupção do Minha Casa, Minha Vida acarretaria um alto custo político, garantindo sua continuidade com ajustes.
  • A dependência do setor imobiliário em relação ao programa aumenta a sensibilidade a decisões de política pública.

A interrupção do programa Minha Casa, Minha Vida geraria um alto custo político, segundo José Carlos Martins, conselheiro do Ecossistema Sienge. Ele avalia que a descontinuidade do programa é improvável, dada sua relevância social e econômica, mesmo com a crescente dependência do setor imobiliário em relação a ele. Recentemente, o Conselho Curador do FGTS aprovou mudanças que ampliam a renda máxima das famílias e o valor dos imóveis financiados, reforçando a importância do programa para sustentar o crédito habitacional e o setor em um cenário de juros elevados.

A manutenção da atividade do Minha Casa, Minha Vida depende da atualização dos limites de renda e valor dos imóveis, além da garantia de recursos. A baixa inadimplência no crédito imobiliário no Brasil é estrutural, com o financiamento da casa própria sendo uma prioridade para as famílias, o que contribui para a percepção de que o programa será mantido, com ajustes em vez de uma ruptura.

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