Goldman Sachs projeta margens maiores para distribuidoras de combustível
O Goldman Sachs prevê margens de distribuição mais elevadas para Vibra Energia e Ipiranga no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um foco em rentabilidade e preços da Petrobras.
Pontos principais
- Goldman Sachs projeta margens de distribuição maiores para Vibra Energia e Ipiranga no 1º semestre de 2026.
- As estimativas do banco para o Ebitda do 1T26 superam o consenso da Bloomberg para Vibra (+12%) e Ultrapar (+4%).
- A preferência do Goldman Sachs é pela Vibra Energia devido ao seu perfil pure-play no setor.
- O mercado nacional de combustíveis mudou o foco de volume para rentabilidade, beneficiando distribuidores maiores.
- A Petrobras tem praticado preços de combustíveis abaixo das referências internacionais, o que pode gerar ganhos de estoque para as distribuidoras no 2T.
O Goldman Sachs projeta um aumento nas margens de distribuição para Vibra Energia e Ipiranga no primeiro semestre de 2026. A análise do banco aponta que o mercado nacional de combustíveis está priorizando a rentabilidade em detrimento do volume, um cenário que favorece as grandes distribuidoras. As estimativas do Goldman para o Ebitda do primeiro trimestre de 2026 superam o consenso da Bloomberg, com destaque para a Vibra Energia, que apresenta uma projeção 12% acima do esperado.
Essa perspectiva é reforçada pela política de preços da Petrobras, que tem mantido os valores dos combustíveis abaixo das referências internacionais. Embora os volumes de vendas para 2026 tenham sido ajustados para baixo (Vibra em -2% e Ipiranga em -1%), o aumento nas margens de Ebitda ajustado compensa essa redução. A diferença de preços, especialmente no diesel, que está cerca de 30% abaixo do benchmark internacional, pode gerar ganhos de estoque para as distribuidoras no segundo trimestre, apesar das preocupações com o abastecimento global devido ao conflito no Oriente Médio.
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