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Rússia suspende exportação de nitrato de amônio por um mês

A Rússia suspendeu as exportações de nitrato de amônio por um mês para garantir o abastecimento interno, impactando o mercado global de fertilizantes e gerando pressão nos EUA.

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Foto: InfoMoney
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25/03 às 10:02

Pontos principais

  • A Rússia suspendeu as exportações de nitrato de amônio por um mês, até 21 de abril, para priorizar o abastecimento de seus agricultores durante a temporada de plantio da primavera.
  • A medida afeta o mercado global, já que a Rússia é responsável por 40% do comércio mundial e um quarto da produção de nitrato de amônio.
  • A decisão reflete a incapacidade de aumentar a produção nacional em meio à crise gerada pelo conflito no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz.
  • Agricultores dos EUA, representados por mais de 50 grupos, pressionam o Departamento de Comércio para revogar tarifas sobre fertilizantes fosfatados da Rússia e do Marrocos.
  • As tarifas, implementadas em 2020, são criticadas por limitar as opções de fornecimento e elevar os custos de produção, com fertilizantes representando até 40% dos custos operacionais em 2025.

A Rússia anunciou a suspensão das exportações de nitrato de amônio por um mês, com validade até 21 de abril. A medida visa assegurar o abastecimento interno para os agricultores russos durante a temporada de plantio da primavera, priorizando a demanda local em um cenário de crescente demanda internacional e restrição na oferta global. A decisão é agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que impacta a logística e a disponibilidade de produtos.

A Rússia detém uma posição significativa no mercado global de fertilizantes, controlando 40% do comércio e um quarto da produção mundial de nitrato de amônio, um componente crucial para a agricultura. A interrupção total das vendas externas reflete a dificuldade em expandir a produção nacional para atender à demanda global, especialmente em um contexto de crise. No Brasil, um dos principais mercados consumidores, a suspensão pode resultar em maior volatilidade de preços e desafios logísticos. Nos Estados Unidos, mais de 50 grupos de agricultores estão pressionando o Departamento de Comércio para revogar as tarifas impostas em 2020 sobre fertilizantes fosfatados da Rússia e do Marrocos, argumentando que essas tarifas limitam as opções de fornecimento e aumentam os custos operacionais, que já representam até 40% dos custos de produção em 2025.

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