A Rússia suspendeu as exportações de nitrato de amônio por um mês para garantir o abastecimento interno, impactando o mercado global de fertilizantes e gerando pressão nos EUA.
A Rússia anunciou a suspensão das exportações de nitrato de amônio por um mês, com validade até 21 de abril. A medida visa assegurar o abastecimento interno para os agricultores russos durante a temporada de plantio da primavera, priorizando a demanda local em um cenário de crescente demanda internacional e restrição na oferta global. A decisão é agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que impacta a logística e a disponibilidade de produtos.
A Rússia detém uma posição significativa no mercado global de fertilizantes, controlando 40% do comércio e um quarto da produção mundial de nitrato de amônio, um componente crucial para a agricultura. A interrupção total das vendas externas reflete a dificuldade em expandir a produção nacional para atender à demanda global, especialmente em um contexto de crise. No Brasil, um dos principais mercados consumidores, a suspensão pode resultar em maior volatilidade de preços e desafios logísticos. Nos Estados Unidos, mais de 50 grupos de agricultores estão pressionando o Departamento de Comércio para revogar as tarifas impostas em 2020 sobre fertilizantes fosfatados da Rússia e do Marrocos, argumentando que essas tarifas limitam as opções de fornecimento e aumentam os custos operacionais, que já representam até 40% dos custos de produção em 2025.
23 mar, 23:00
19 mar, 14:02
13 mar, 18:01
13 mar, 07:01
6 mar, 07:00