Misoginia online é impulsionada por big techs e extrema-direita
A misoginia na internet é uma engrenagem complexa que conecta frustrações individuais, estruturas econômicas e projetos políticos globais, sendo potencializada por big techs e grupos de extrema-direita.
Pontos principais
- Casos recentes de violência contra mulheres, como feminicídio e estupro coletivo, são parte de uma engrenagem misógina complexa.
- A internet potencializa a misoginia, com grupos de ódio recrutando jovens para a 'machosfera', impulsionados por frustração e isolamento.
- Há organização por trás dos grupos misóginos, com homens mais velhos cooptando e utilizando a linguagem de memes para atrair.
- Grandes plataformas digitais são criticadas por permitir discursos de ódio e por moderação assimétrica, com líderes de big techs tendo afinidade ideológica com a extrema-direita.
- A misoginia é vista como um projeto político que beneficia a extrema-direita, mantendo o status quo e o controle dos corpos femininos.
Especialistas alertam que a misoginia, embora secular, é intensificada pela internet, onde grupos de ódio recrutam jovens para a 'machosfera'. A adesão a ideias misóginas é impulsionada por frustração, isolamento e insegurança, especialmente em adolescentes e homens em situação de vulnerabilidade. Há uma liderança e organização por trás desses grupos, com homens mais velhos cooptando e utilizando a linguagem de memes para atrair novos membros.
As grandes plataformas digitais são criticadas por permitirem a circulação de discursos de ódio e por uma moderação de conteúdo assimétrica. A misoginia é vista como um projeto político que beneficia a extrema-direita, mantendo o status quo e o controle dos corpos femininos. Para enfrentar o problema, especialistas sugerem a criminalização da misoginia, medidas educativas e a regulação das plataformas digitais.
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