A importação massiva de morangos do Egito a preços reduzidos está prejudicando produtores capixabas, que enfrentam custos de produção mais altos e buscam apoio governamental.
A importação de morangos do Egito tem gerado um impacto significativo nos produtores do Espírito Santo, o quarto maior produtor da fruta no Brasil. Com o morango egípcio sendo comercializado a R$ 8/kg, os agricultores capixabas, que possuem custos de produção entre R$ 15 e R$ 16/kg, enfrentam dificuldades para competir no mercado. O volume de importação da fruta egípcia cresceu de 4 mil toneladas em 2022 para 42 mil toneladas no ano passado, afetando diretamente a renda de agricultores familiares e o Polo de Morango da Região Serrana.
Diante da situação, o governo do Espírito Santo enviou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária, solicitando à Câmara de Comércio Exterior a elevação da tarifa de importação, que atualmente é de 4%. A medida visa equilibrar a concorrência e proteger a economia local. Cooperativas já precisaram reduzir o valor pago aos agricultores, desestimulando novos plantios, enquanto pesquisadores sugerem a diversificação das lavouras, alertando para a lentidão do processo e os riscos de renda para as famílias dependentes do cultivo de morango.
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