Especialistas e entidades do setor de petróleo atribuem a privatização da BR Distribuidora ao aumento abusivo nos preços dos combustíveis, prejudicando consumidores e a capacidade de intervenção estatal.

A privatização da BR Distribuidora está sendo associada por especialistas e entidades do setor de petróleo a aumentos abusivos nos preços dos combustíveis no Brasil. Observou-se que postos em São Paulo chegaram a vender gasolina a R$ 9 o litro, mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias da Petrobras. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) argumentam que o conflito no Oriente Médio é usado como pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.
A perda da estrutura verticalizada da Petrobras, que abrangia desde a produção até a distribuição, é vista como um fator que eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, dificultando a contenção da especulação. Especialistas defendem que a atuação estatal no setor é fundamental para a segurança energética e para frear a especulação. A Vibra Energia S.A, empresa que comprou a BR Distribuidora, anunciou um lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024.
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