Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise
Especialistas e entidades do setor de petróleo criticam a privatização da BR Distribuidora, apontando-a como causa para os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis, que prejudicam o consumidor e a capacidade de intervenção estatal em momentos de crise.
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14/03 às 09:46
Pontos principais
- A privatização da BR Distribuidora é apontada como fator crucial para os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis no Brasil.
- Postos em São Paulo registraram gasolina a R$ 9 o litro, mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias da Petrobras.
- A FUP e o Ineep argumentam que o conflito no Oriente Médio serve de pretexto para distribuidoras e revendedoras aplicarem margens de lucro excessivas.
- A perda da estrutura verticalizada da Petrobras, que ia "do poço ao posto", eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento.
- Especialistas defendem que a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica para a segurança energética e para frear a especulação.
- A Vibra Energia S.A, que comprou a BR Distribuidora, anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024.
- O governo federal tentou conter os preços do diesel zerando PIS/Cofins e concedendo subvenção, e criou uma sala de monitoramento para acompanhar o mercado.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ticiana Alvares (diretora técnica do Ineep)Deyvid Bacelar (coordenador-geral da FUP)Geraldo de Souza Ferreira (professor de Engenharia de Petróleo da UFF)Ernesto Pousada (CEO da Vibra)Jair Bolsonaro (ex-presidente)
Organizações
Agência BrasilInstituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep)Federação Única dos Petroleiros (FUP)PetrobrasUniversidade Federal Fluminense (UFF)Vibra Energia S.ACongresso NacionalSupremo Tribunal Federal (STF)
Lugares
São PauloBrasilOriente Médio
