Recuperações de Raízen e GPA afetam fundos de crédito privado
Fundos de crédito privado e previdência que detêm debêntures da Raízen e do GPA devem registrar perdas devido às recuperações extrajudiciais das empresas.
Pontos principais
- As recuperações extrajudiciais da Raízen (R$ 65,2 bilhões) e do GPA (R$ 4,5 bilhões) impactarão fundos de investimento.
- Fundos de crédito privado, debêntures incentivadas e previdência são os mais expostos, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria.
- A Raízen, antes considerada de baixo risco, possui as maiores posições em debêntures entre as duas empresas.
- Fundos como Itaú Flexprev High Yield II Mult Créd Priv e Az Quest Valore RF Cred Priv estão entre os mais expostos.
- A expectativa é que o valor dos papéis seja atualizado para cerca de 40% (Raízen) e 20% (GPA) do valor de face.
Fundos de crédito privado e previdência que investiram em debêntures da Raízen e do GPA devem enfrentar perdas significativas. As recuperações extrajudiciais da Raízen, no valor de R$ 65,2 bilhões, e do GPA, de R$ 4,5 bilhões, impactarão negativamente as carteiras desses fundos, conforme levantamento da Elos Ayta Consultoria. A análise, baseada em dados até novembro do ano anterior, aponta que fundos de crédito privado e previdência são os mais expostos.
Empresas como a Raízen, que antes era vista como de baixo risco, agora contribuem para a desvalorização desses ativos. Fundos como Itaú Flexprev High Yield II Mult Créd Priv e Az Quest Valore RF Cred Priv estão entre os mais afetados. A expectativa é que os fundos atualizem o valor de suas debêntures, que podem valer cerca de 40% do valor de face para a Raízen e 20% para o GPA, reforçando os riscos inerentes ao mercado de crédito privado.
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