Produção de castanha de caju no RN enfrenta trabalho infantil e riscos
A produção artesanal de castanha de caju no Rio Grande do Norte, vital para pequenos produtores, é marcada por desafios como queimaduras e a persistência do trabalho infantil.
Pontos principais
- A produção artesanal de castanha de caju é crucial para a renda de pequenos produtores no Rio Grande do Norte.
- Trabalhadores enfrentam queimaduras nas mãos devido ao Líquido da Casca da Castanha de Caju (LCC), que é corrosivo.
- O trabalho infantil persiste, ocorrendo no âmbito familiar e prejudicando o desempenho escolar das crianças.
- O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor de castanha de caju no Brasil.
- A comunidade indígena Amarelão beneficia 42 toneladas de castanha por semana, usando processos de torra, cozimento e quebra.
A produção artesanal de castanha de caju no Rio Grande do Norte, embora seja uma fonte de renda essencial para pequenos produtores, especialmente na entressafra de outras culturas, enfrenta sérios desafios. Trabalhadores estão expostos a riscos como queimaduras nas mãos, causadas pelo Líquido da Casca da Castanha de Caju (LCC), uma substância corrosiva. Além disso, o trabalho infantil ainda é uma realidade na região, com auditorias do trabalho apontando que a prática ocorre principalmente no âmbito familiar, impactando negativamente o desempenho escolar das crianças envolvidas.
O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor de castanha de caju no Brasil, atrás apenas do Ceará e Piauí. A atividade sustenta famílias, como a de Sebastiana e Damião Raimundo, que conseguiram construir uma casa e educar suas filhas graças à castanha. Comunidades como a indígena Amarelão processam semanalmente 42 toneladas do produto, realizando etapas como torra, cozimento e quebra para a retirada da amêndoa.
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