Mães ambulantes que trabalham no Carnaval do Rio de Janeiro exigem do poder público a criação de pontos de apoio e acolhimento para seus filhos, destacando as condições precárias e a invisibilidade de seu trabalho.
Mães ambulantes que atuam no Carnaval do Rio de Janeiro estão cobrando do poder público a criação de pontos de apoio e acolhimento para seus filhos. Essas trabalhadoras enfrentam longas jornadas e condições precárias, muitas vezes sem ter onde deixar as crianças, o que as obriga a levá-las para o ambiente de trabalho. O Carnaval representa a principal fonte de renda anual para esses ambulantes, movimentando bilhões na economia carioca, mas a invisibilidade e a falta de políticas públicas adequadas para as mães são criticadas por lideranças do Movimento Elas por Elas Providência.
O Movimento Elas por Elas Providência tem articulado com o poder público para suprir essa demanda. Um centro noturno próximo à Sapucaí, resultado de uma parceria com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e a prefeitura, já oferece um espaço de segurança e atividades para os filhos de algumas ambulantes. No entanto, a necessidade é de ampliação do horário e da localização desses pontos de apoio, pois o espaço atual atende apenas à noite e é distante para muitos. A Secretaria Municipal de Assistência Social afirma realizar ações de prevenção ao trabalho infantil e destaca o espaço de convivência, enquanto a Casa do Catador ampliou o atendimento para incluir ambulantes.