A Polícia Federal (PF) tem intensificado o uso de ferramentas de alta tecnologia, como Cellebrite e GrayKey, para acessar e analisar dados de celulares apreendidos, mesmo quando mensagens foram apagadas ou os aparelhos estão bloqueados ou danificados. Essas tecnologias permitem a extração "bit por bit" e o desbloqueio de smartphones, incluindo modelos avançados, sendo cruciais para rastrear registros de comunicação e arquivos em investigações. Para garantir a integridade dos dados, a PF emprega técnicas como a Gaiola de Faraday, que bloqueia sinais externos e impede a exclusão remota, e o 'chip off', que permite a extração direta do chip de memória em casos de aparelhos desligados ou danificados.
Após a extração, o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), ferramenta desenvolvida pela própria PF, organiza e analisa o vasto volume de material coletado. O IPED é fundamental para garantir a autenticidade das provas, gerando códigos hash que atestam a integridade dos dados e verificam qualquer alteração. A utilização dessas ferramentas demonstra a crescente sofisticação da PF na investigação de crimes digitais, permitindo a recuperação de informações que seriam inacessíveis por métodos convencionais e reforçando a capacidade de elucidação de casos complexos, como o do banqueiro Daniel Vorcaro.
7 mar, 19:01
6 mar, 08:00
4 mar, 17:01
10 fev, 18:01
22 jan, 14:13