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PF usa ferramentas avançadas para acessar mensagens apagadas de celulares

A Polícia Federal emprega tecnologias como Cellebrite, GrayKey e IPED para recuperar mensagens e dados apagados de celulares, mesmo bloqueados ou danificados, em investigações.

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Foto: G1 - Economia
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09/03 às 16:02 · atualizado 18:01

Pontos principais

  • A Polícia Federal utiliza ferramentas especializadas como Cellebrite e GrayKey para acessar e extrair dados de celulares, incluindo mensagens apagadas, mesmo em aparelhos bloqueados ou desligados.
  • O IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), desenvolvido pela PF, organiza, analisa e garante a integridade das provas digitais, gerando códigos hash para autenticação.
  • Técnicas como a Gaiola de Faraday são empregadas para bloquear sinais externos e evitar a exclusão remota de dados durante a apreensão.
  • A técnica 'chip off' permite a recuperação de dados de celulares danificados ou desligados, acessando diretamente o chip de memória.
  • Programas como Cellebrite e GrayKey podem ter custos anuais de licença de cerca de US$ 50 mil, enquanto o código-fonte do IPED é público desde 2019.

A Polícia Federal (PF) tem intensificado o uso de ferramentas de alta tecnologia, como Cellebrite e GrayKey, para acessar e analisar dados de celulares apreendidos, mesmo quando mensagens foram apagadas ou os aparelhos estão bloqueados ou danificados. Essas tecnologias permitem a extração "bit por bit" e o desbloqueio de smartphones, incluindo modelos avançados, sendo cruciais para rastrear registros de comunicação e arquivos em investigações. Para garantir a integridade dos dados, a PF emprega técnicas como a Gaiola de Faraday, que bloqueia sinais externos e impede a exclusão remota, e o 'chip off', que permite a extração direta do chip de memória em casos de aparelhos desligados ou danificados.

Após a extração, o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), ferramenta desenvolvida pela própria PF, organiza e analisa o vasto volume de material coletado. O IPED é fundamental para garantir a autenticidade das provas, gerando códigos hash que atestam a integridade dos dados e verificam qualquer alteração. A utilização dessas ferramentas demonstra a crescente sofisticação da PF na investigação de crimes digitais, permitindo a recuperação de informações que seriam inacessíveis por métodos convencionais e reforçando a capacidade de elucidação de casos complexos, como o do banqueiro Daniel Vorcaro.

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