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Especialistas alertam para riscos ambientais de intervenções em praias

Especialistas alertam para os riscos ambientais de intervenções artificiais em praias, como engordas e muros de contenção, e defendem soluções baseadas na natureza para a proteção costeira no Brasil.

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09/03 às 15:37

Pontos principais

  • Obras como engordas artificiais, molhes e muros de contenção têm sido usadas para conter o avanço do mar, mas geram efeitos colaterais ambientais.
  • O governo do Paraná foi multado em R$ 2,5 milhões pelo Ibama por uso inadequado de sacos plásticos para conter erosão em Matinhos.
  • Pesquisadores da UFSC indicam que essas obras alteram a dinâmica natural das ondas e correntes, podendo afetar a qualidade da água e aumentar riscos de afogamento.
  • Alexander Turra (USP) explica que intervenções emergenciais podem resolver um problema localizado, mas causam desequilíbrios em outros pontos da costa, gerando um efeito dominó.
  • A ocupação de áreas costeiras vulneráveis, com a supressão de restingas e dunas, contribui para a erosão e a necessidade de intervenções artificiais.
  • Janaína Bumbeer (Fundação Grupo Boticário) defende soluções baseadas na natureza, como manguezais, restingas, dunas e recifes de coral, que protegem o litoral e oferecem benefícios econômicos e ambientais.
  • O planejamento da ocupação do litoral com base em evidências científicas é essencial para garantir a sustentabilidade e prosperidade das futuras gerações.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Alexander Turra (pesquisador do Instituto Oceanográfico da USP)Janaína Bumbeer (gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário)

Organizações

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP)Fundação Grupo BoticárioAgência Brasil

Lugares

ParanáMatinhosBalneário CamboriúSanta CatarinaPiçarrasBaía de GuanabaraPernambucoLitoral sul da BahiaLitoral paulistaNordeste brasileiroBrasil