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IA impulsiona produtividade global e abre espaço para juros mais baixos

A Inteligência Artificial está gerando um salto de produtividade global, o que pode levar a juros mais baixos e afastar riscos de recessão, segundo análise da Kapitalo.

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Foto: InfoMoney
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06/03 às 17:02

Pontos principais

  • A IA está impulsionando a produtividade global, refletindo-se em números macroeconômicos e abrindo caminho para políticas monetárias menos restritivas.
  • Gestores da Kapitalo, como Carlos Woelz, afirmam que o aumento da produtividade via IA reduz o risco de recessão e oferece maior flexibilidade na política monetária.
  • A combinação de crescimento robusto ou juros reduzidos tende a beneficiar commodities e ativos de risco, assemelhando-se ao ciclo de produtividade de 1994-1996.
  • Bruno Mauad, da Kapitalo, destaca que a IA já provoca rupturas microeconômicas, testando modelos de negócio e alterando hierarquias setoriais, especialmente no setor de software.
  • O Brasil se beneficia indiretamente da IA por sua posição em ativos físicos e pela importação de tecnologias maduras, gerando um "choque positivo de preços" e maior demanda por matéria-prima devido aos investimentos em infraestrutura de IA.

A Inteligência Artificial (IA) está se consolidando como um motor de produtividade global, com gestores da Kapitalo indicando que esse avanço pode levar a um cenário macroeconômico de juros mais baixos e menor risco de recessão. Carlos Woelz, da Kapitalo, ressalta que a produtividade impulsionada pela IA permite maior flexibilidade na política monetária, criando um ambiente favorável para commodities e ativos de risco, similar ao ciclo de produtividade observado entre 1994 e 1996.

Além dos impactos macroeconômicos, a IA já provoca rupturas em nível microeconômico, testando modelos de negócio e redefinindo hierarquias setoriais, especialmente no setor de software, conforme apontado por Bruno Mauad. O Brasil, embora não seja um polo de desenvolvimento de IA, beneficia-se indiretamente por sua forte posição em ativos físicos e pela importação de tecnologias maduras, o que gera um "choque positivo de preços". Grandes empresas de tecnologia, ao investirem pesadamente em infraestrutura de IA, aumentam a demanda por matéria-prima, favorecendo países como o Brasil.

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