Um novo estudo revela que cientistas subestimaram os níveis atuais do mar em áreas costeiras, significando que centenas de milhões de pessoas já vivem mais perigosamente perto do oceano.
Um estudo recente publicado na revista Nature indica que os níveis do mar em áreas costeiras estão significativamente mais altos do que se estimava anteriormente. A pesquisa aponta que métodos científicos utilizados para calcular a altitude e as populações afetadas subestimaram o risco, com diferenças que chegam a 20 a 30 centímetros em média. Essa discrepância é crucial para governos e formuladores de políticas públicas, que dependem desses dados para planejar o impacto do avanço do oceano.
O problema reside em um método antigo que compara medições de altitude com um "modelo de geoide", sem considerar fatores locais como correntes e ventos. Apenas uma pequena parcela dos artigos científicos revisados acertou o nível atual do mar, evidenciando a necessidade de uma correção metodológica. Embora a conclusão geral de que o nível do mar está subindo devido ao aquecimento global permaneça válida, a nova análise sugere que centenas de milhões de pessoas, especialmente no Sudeste Asiático e em países-ilhas do Pacífico, já vivem em uma situação de maior vulnerabilidade do que se imaginava.