Calor extremo atingirá 3,8 bilhões de pessoas até 2050, alerta estudo de Oxford
Um estudo da Universidade de Oxford prevê que metade da população global, cerca de 3,8 bilhões de pessoas, viverá sob calor extremo até 2050 se a temperatura global exceder 2°C.
Pontos principais
- Estudo da Universidade de Oxford, publicado na Nature Sustainability, projeta que 3,8 bilhões de pessoas serão afetadas por calor extremo até 2050.
- O cenário se concretizará se a temperatura média do planeta ultrapassar 2°C acima dos níveis pré-industriais.
- Países tropicais e subtropicais, incluindo Brasil, Índia e Nigéria, serão os mais impactados, com muitas regiões despreparadas.
- Mesmo nações de climas frios como Finlândia e Canadá enfrentarão impactos severos devido à falta de infraestrutura para altas temperaturas.
- Pesquisadores enfatizam a necessidade de desenvolvimento sustentável e emissões líquidas zero para reverter a tendência de aquecimento.
Uma pesquisa recente da Universidade de Oxford, divulgada na Nature Sustainability, aponta para um futuro alarmante: até 2050, cerca de 3,8 bilhões de pessoas, ou metade da população mundial, estarão expostas a condições de calor extremo. Este cenário catastrófico é projetado caso a temperatura média global ultrapasse o limite de 2°C acima dos níveis pré-industriais, um marco crítico para as mudanças climáticas. Os países mais vulneráveis incluem nações tropicais e subtropicais como Brasil, Laos, Nigéria e Índia, que já enfrentam desafios significativos e estão, em grande parte, despreparadas para lidar com o aumento das temperaturas.
O estudo ressalta que a falta de infraestrutura adequada para altas temperaturas agravará a situação, inclusive em países de climas tradicionalmente frios, como Finlândia e Canadá. A líder da pesquisa, Radhika Khosla, enfatiza a urgência de ações globais, como o desenvolvimento sustentável e a busca por emissões líquidas zero, para mitigar os impactos e reverter a atual trajetória de aquecimento. A corrida por aparelhos de ar-condicionado é vista como uma solução paliativa que, sem mudanças estruturais, pode agravar o consumo de energia e as emissões.
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