Um estudo recente liderado pela Conservation International (CI) revelou que a ameaça às espécies dependentes do solo é amplamente desconhecida devido à insuficiência de pesquisas. A pesquisa aponta que, das 8.653 espécies avaliadas, 20% (1.758) estão em risco de extinção, e 1.722 não puderam ser avaliadas por falta de dados. Esta lacuna de conhecimento é preocupante, considerando que o solo é fundamental para a sobrevivência humana, sendo responsável por 95% da produção de alimentos e armazenando 27% do carbono global.
A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN sub-representa significativamente a biodiversidade do solo, especialmente invertebrados e fungos, que constituem a maioria das espécies que habitam esse ecossistema. A falta de informações sobre essas espécies pode levar à sua perda antes mesmo de serem descobertas, comprometendo serviços ecossistêmicos cruciais como a decomposição de matéria orgânica e a ciclagem de nutrientes. O estudo recomenda a criação de um grupo de trabalho sobre biota do solo na UICN e o fortalecimento da colaboração para a conservação do solo.
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