A Guarda Revolucionária do Irã assumiu o controle das decisões de guerra e da estratégia de linha-dura, implementando uma descentralização para garantir resiliência operacional e continuidade da liderança.
A Guarda Revolucionária do Irã consolidou seu controle sobre as decisões de guerra e a estratégia de linha-dura do país, adotando uma abordagem que prioriza a resiliência e a continuidade operacional. A organização implementou uma estratégia de descentralização, designando sucessores para garantir a manutenção da liderança mesmo diante de perdas de comandantes. Essa medida visa fortalecer sua capacidade de resposta e execução de sua agenda, que inclui o uso de drones e mísseis na região.
Com um papel central na segurança interna e militar, a Guarda Revolucionária dificulta protestos e tentativas de mudança de regime. Desde sua fundação em 1979, a organização se estabeleceu como um "estado dentro do estado", exercendo vasta influência militar, de inteligência e econômica, e respondendo diretamente ao líder supremo. Ex-membros da Guarda ocupam posições-chave no governo, evidenciando sua profunda integração na estrutura de poder iraniana e a relevância de suas decisões para o futuro do país.