A Espanha aceitou cooperar militarmente com os EUA, mas o premiê Pedro Sánchez criticou Donald Trump por ameaçar o país e jogar "roleta russa" com o Irã, alertando para riscos de guerra.
A tensão entre Estados Unidos e Espanha aumentou após Donald Trump ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu, que havia negado o uso de suas bases militares para ataques ao Irã. Contudo, a Casa Branca anunciou que a Espanha aceitou cooperar militarmente com os EUA, indicando uma possível resolução da crise diplomática. Trump também criticou a Espanha por não cumprir a meta de gastos com defesa da OTAN, adicionando mais um ponto de atrito à relação.
Paralelamente, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou veementemente a postura de Trump, afirmando que o presidente americano está "brincando de roleta russa" com o destino de milhões e que a Espanha não será cúmplice de uma guerra. Sánchez classificou os bombardeios dos EUA e Israel contra o Irã como imprudentes e ilegais, alertando para os efeitos colaterais negativos e comparando a situação à Guerra do Iraque. Ele reforçou que a Espanha não será cúmplice de ações prejudiciais ao mundo ou contrárias aos seus valores.
A Comissão Europeia manifestou solidariedade à Espanha e prometeu defender os interesses do bloco. Enquanto isso, um general iraniano advertiu que centros econômicos do Oriente Médio, como o Estreito de Ormuz, seriam alvo se os bombardeios continuassem, elevando ainda mais a preocupação com uma escalada do conflito.
G1 - Economia • 4 mar, 15:50
InfoMoney • 4 mar, 11:23
G1 Mundo • 4 mar, 05:42