Espanha aceita cooperar militarmente com EUA, mas premiê critica Trump por 'roleta russa' com Irã
A Espanha aceitou cooperar militarmente com os EUA, mas o premiê Pedro Sánchez criticou Donald Trump por ameaçar o país e jogar "roleta russa" com o Irã, alertando para riscos de guerra.
Pontos principais
- A Casa Branca informou que a Espanha aceitou cooperar militarmente com os EUA, após ameaças de Donald Trump.
- Donald Trump ameaçou cortar relações comerciais com a Espanha por sua postura contra ataques ao Irã e por não cumprir metas de defesa da OTAN.
- O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou Trump por jogar "roleta russa" com o destino de milhões e classificou os bombardeios dos EUA e Israel ao Irã como imprudentes e ilegais.
- A vice-primeira-ministra María Jesús Montero afirmou que a Espanha "não será vassalo" de outro país.
- Sánchez reiterou a posição antigerra da Espanha, alertando para o risco de um desastre global.
- Um general iraniano advertiu que centros econômicos do Oriente Médio, como o Estreito de Ormuz, seriam alvo em caso de escalada.
- A Comissão Europeia manifestou solidariedade à Espanha e prometeu defender os interesses do bloco.
A tensão entre Estados Unidos e Espanha aumentou após Donald Trump ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu, que havia negado o uso de suas bases militares para ataques ao Irã. Contudo, a Casa Branca anunciou que a Espanha aceitou cooperar militarmente com os EUA, indicando uma possível resolução da crise diplomática. Trump também criticou a Espanha por não cumprir a meta de gastos com defesa da OTAN, adicionando mais um ponto de atrito à relação.
Paralelamente, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou veementemente a postura de Trump, afirmando que o presidente americano está "brincando de roleta russa" com o destino de milhões e que a Espanha não será cúmplice de uma guerra. Sánchez classificou os bombardeios dos EUA e Israel contra o Irã como imprudentes e ilegais, alertando para os efeitos colaterais negativos e comparando a situação à Guerra do Iraque. A vice-primeira-ministra María Jesús Montero reforçou a posição, afirmando que a Espanha "não será vassalo" de outro país, e Sánchez reiterou que a Espanha não será cúmplice de ações prejudiciais ao mundo ou contrárias aos seus valores.
A Comissão Europeia manifestou solidariedade à Espanha e prometeu defender os interesses do bloco. Enquanto isso, um general iraniano advertiu que centros econômicos do Oriente Médio, como o Estreito de Ormuz, seriam alvo se os bombardeios continuassem, elevando ainda mais a preocupação com uma escalada do conflito.
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