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Cartilha "Fala que Protege" orienta sobre abordagem da violência de gênero online

A ONG Redes Cordiais, com apoio do YouTube, lançou a cartilha "Fala que Protege" para guiar comunicadores e o público na abordagem responsável da violência de gênero nas redes sociais.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/03 às 20:02

Pontos principais

  • A cartilha "Fala que Protege" foi criada pela ONG Redes Cordiais, com o apoio do YouTube, para orientar sobre a violência de gênero nas redes sociais.
  • O material gratuito é direcionado a comunicadores e influenciadores digitais, mas também está disponível ao público geral.
  • O lançamento oficial ocorre no Dia Internacional da Mulher, em um contexto de aumento de crimes de gênero e discursos de ódio online.
  • Dados do CNJ indicam um aumento de quase 94% nos casos de feminicídio entre 2020 e 2025.
  • As orientações incluem não culpabilizar a vítima, evitar sensacionalismo e contextualizar os casos, além de um capítulo para comunicadores que acolhem vítimas.

A ONG Redes Cordiais, em parceria com o YouTube, lançou a cartilha "Fala que Protege" com o objetivo de orientar comunicadores, influenciadores digitais e o público em geral sobre como abordar a violência de gênero nas redes sociais de forma responsável e acolhedora. O material, que será disponibilizado gratuitamente, chega em um momento crucial, com o lançamento oficial ocorrendo no Dia Internacional da Mulher, em meio a um cenário de crescente violência de gênero e discursos de ódio online.

A iniciativa é especialmente relevante diante do aumento alarmante de crimes de gênero, com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelando um crescimento de quase 94% nos casos de feminicídio entre 2020 e 2025. A diretora Clara Becker ressalta que a internet amplifica discursos de ódio que legitimam comportamentos de controle e posse contra mulheres. A cartilha oferece diretrizes importantes, como evitar a culpabilização da vítima, não sensacionalizar os casos e permitir que as sobreviventes falem por si, além de um capítulo específico para comunicadores que buscam acolher e encaminhar vítimas a serviços oficiais.

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