O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou o processo que pedia a suspensão da sabatina de Otto Lobo para a presidência da CVM, alegando falta de autoridade para interferir em atos parlamentares.
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar o processo que solicitava a suspensão da sabatina de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A decisão foi fundamentada na falta de autoridade do TCU para interferir em atos inerentes à função parlamentar, como a sabatina no Senado. O Ministério Público (MP) havia levantado preocupações sobre "supostas decisões polêmicas favoráveis ao Banco Master" envolvendo Lobo, solicitando a suspensão e um alerta ao Senado.
Esta não é a primeira vez que o MP questiona a indicação de Otto Lobo ao TCU, com um pedido anterior já indeferido. A indicação de Lobo pelo presidente Lula gerou críticas de especialistas do mercado financeiro, que defendem a independência da CVM. O nome de Otto Lobo ainda aguarda sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde a atuação da CVM no caso Banco Master, que envolve suspeitas de esquemas fraudulentos, é foco de um grupo de trabalho.