A Azevedo & Travassos, em consórcio com a Quimassa Infraestrutura, arrematou a concessão da Rota Mogiana por R$ 1,084 bilhão, superando a concorrência e evidenciando o aquecimento do setor de concessões rodoviárias no Brasil.

A Azevedo & Travassos, em consórcio com a Quimassa Infraestrutura, arrematou a concessão rodoviária da Rota Mogiana, em São Paulo, com uma proposta de R$ 1,084 bilhão. O valor representa um ágio expressivo sobre a outorga mínima e a segunda maior oferta, do Mubadala, que foi de R$ 1 bilhão. A vitória reforça a percepção de analistas do Bradesco BBI sobre o aquecimento do segmento de concessões rodoviárias no país e o crescente interesse de investidores globais.
A Rota Mogiana, que se estende por 520 km, terá um contrato de concessão de 30 anos e prevê investimentos de R$ 9,4 bilhões em melhorias, como duplicação de rodovias e construção de acessos. A Motiva, operadora anterior da rota, apresentou uma proposta mais conservadora de R$ 180 milhões, movimento que foi interpretado pelo JPMorgan como uma alocação estratégica de capital, dado que a Rota Mogiana representava apenas 1,7% da receita da Motiva no 3T25 (excluindo aeroportos).
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