Cantareira sai do nível de restrição para alerta após chuvas em fevereiro
O Sistema Cantareira, em São Paulo, melhorou de nível de restrição para alerta devido às chuvas de fevereiro, permitindo maior captação, mas a cautela e a redução da pressão noturna na distribuição de água são mantidas.
Pontos principais
- O Sistema Cantareira passou do nível de restrição (Faixa 4) para o de alerta (Faixa 3) após cinco meses em situação crítica.
- As chuvas de fevereiro superaram a média histórica, elevando o volume útil do sistema para 35,24%.
- A Sabesp foi autorizada a aumentar a retirada de água do Cantareira para 27 m³/s.
- A redução da pressão noturna na oferta de água para a Região Metropolitana de São Paulo será mantida.
- O Cantareira, que abastece 9 milhões de pessoas, depende de mais chuvas em março para enfrentar a estiagem.
O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, apresentou uma melhora significativa em sua condição, saindo do nível de restrição (Faixa 4) para o de alerta (Faixa 3). Essa mudança ocorre após cinco meses em situação crítica, impulsionada pelas chuvas acima da média registradas em fevereiro. O volume útil do sistema atingiu 35,24%, e a Agência Nacional de Águas (ANA) e a SP Águas autorizaram a Sabesp a aumentar a captação de água para 27 m³/s, superando os 23 m³/s anteriores.
Apesar da melhora, a situação ainda exige cautela. A redução da pressão noturna na oferta de água será mantida, aguardando a estabilização do Sistema Integrado Metropolitano (SIM). A previsão do Cemaden de que o Cantareira terminaria o verão em estado de alerta se confirmou, e o sistema dependerá de mais chuvas em março para garantir um enfrentamento mais seguro do período de estiagem que se aproxima.
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