A CPI do Crime Organizado do Senado questionou a Meta sobre seus ganhos econômicos com atividades criminosas, como fraudes e exploração sexual, em suas plataformas digitais.
A CPI do Crime Organizado do Senado intensificou o questionamento à Meta, empresa controladora de plataformas como Facebook e Instagram, sobre os lucros gerados por atividades criminosas em seus ambientes digitais. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, levantou a preocupação de que a receita obtida com anúncios de golpes e produtos ilícitos possa incentivar a manutenção desses conteúdos, em vez de sua remoção. A diretora da Meta para a América Latina, Yana Dumaresq Sobral Alves, negou veementemente qualquer interesse econômico em fraudes e golpes durante seu depoimento.
No entanto, a situação da Meta é agravada por documentos internos vazados, que sugerem que a empresa teria faturado US$ 16 bilhões em 2024 com anúncios relacionados a golpes e produtos proibidos. Além disso, a companhia enfrenta uma ação judicial nos Estados Unidos por supostamente facilitar a exploração sexual de crianças e adolescentes. A falta de respostas concretas da diretora da Meta durante a oitiva levou o relator a reiterar a convocação do diretor-geral da empresa no Brasil, buscando esclarecimentos mais aprofundados sobre as políticas e práticas da bigtech.