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CPI do Crime Organizado encerra sem concluir análise de IR do Banco Master

A CPI do Crime Organizado finaliza seus trabalhos sem analisar todas as declarações de imposto de renda do Banco Master, que revelaram repasses bilionários a figuras públicas e empresas.

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Foto: G1 Política
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14/04 às 05:00

Pontos principais

  • A CPI do Crime Organizado encerra sem analisar a totalidade das declarações de IR do Banco Master, que somam R$ 7,3 bilhões em repasses de 2022 a 2025.
  • O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, solicitará a órgãos como a Polícia Federal que aprofundem as investigações sobre as transações do banco.
  • As declarações indicam pagamentos a escritórios de advocacia de Viviane de Moraes e Ricardo Lewandowski, além de ex-ministros como Henrique Meirelles e Guido Mantega.
  • Michel Temer, Jaques Wagner, Antônio Rueda, Marconi Perillo, ACM Neto e empresas ligadas à família de Ratinho Junior também constam na lista de pagamentos.
  • Especialistas ressaltam que o recebimento de valores não implica irregularidade, mas exige apuração de possíveis conflitos de interesse.

A CPI do Crime Organizado encerrou suas atividades sem concluir a análise completa das declarações de imposto de renda do Banco Master. Os documentos, que abrangem o período de 2022 a 2025, revelaram repasses de R$ 7,3 bilhões a diversas figuras públicas e empresas. Diante da inconclusão, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira, encaminhará o material a órgãos como a Polícia Federal para que as investigações sejam aprofundadas.

Entre os nomes que receberam valores do Banco Master estão escritórios de advocacia ligados a Viviane de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF. Ex-ministros como Henrique Meirelles e Guido Mantega, além de ex-auxiliares de Jair Bolsonaro, também figuram na lista. Outros nomes incluem Michel Temer, Jaques Wagner, Antônio Rueda, Marconi Perillo, ACM Neto e empresas associadas à família de Ratinho Junior. Embora o recebimento de recursos não seja prova de irregularidade, especialistas apontam a necessidade de apurar potenciais conflitos de interesse.

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