Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário
O Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim devido a riscos fitossanitários e suspeita de triangulação comercial.
Pontos principais
- O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu imediata e temporariamente a importação de cacau fermentado e seco da Costa do Marfim.
- A medida foi publicada no Diário Oficial da União e visa prevenir a entrada de pragas e doenças no Brasil.
- A suspensão se baseia em avaliação técnica que apontou risco fitossanitário e possível mistura de amêndoas de origens não autorizadas.
- As secretarias de Comércio e Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária investigarão a triangulação de amêndoas.
- A suspensão será mantida até que a Costa do Marfim garanta a rastreabilidade e a ausência de cacau de países vizinhos nas cargas.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a suspensão imediata e temporária da importação de cacau fermentado e seco da Costa do Marfim, o maior fornecedor do produto para o Brasil. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, foi fundamentada em uma avaliação técnica que identificou riscos fitossanitários e a possibilidade de triangulação comercial, onde amêndoas de cacau de origens não autorizadas poderiam ser misturadas e exportadas como marfinenses. Esta medida visa proteger a produção nacional de pragas e doenças, além de garantir a integridade sanitária do cacau que entra no país, já que países vizinhos da Costa do Marfim não têm autorização para exportar ao Brasil.
A suspensão permanecerá em vigor até que o governo da Costa do Marfim consiga assegurar a rastreabilidade e a ausência de amêndoas de cacau de países vizinhos nas cargas destinadas ao mercado brasileiro. As secretarias de Comércio e Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária investigarão a triangulação de amêndoas. A iniciativa atende a reivindicações de produtores rurais brasileiros e busca valorizar a produção nacional, embora a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoins e Balas (AIPC) tenha expressado preocupação.
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