Apesar do recente rali das ações da Rumo (RAIL3), o JPMorgan mantém recomendação neutra e reduz o preço-alvo, enquanto o Itaú BBA reitera compra, divergindo nas perspectivas para a companhia.
As ações da Rumo (RAIL3) apresentaram um rali recente, impulsionado por fortes volumes em janeiro e um posicionamento técnico favorável. No entanto, o mercado financeiro demonstra visões divergentes sobre o futuro da companhia. O JPMorgan, apesar da alta, manteve sua recomendação neutra e reduziu o preço-alvo para R$ 19,50, projetando um EBITDA de R$ 1,8 bilhão para o 4T25 e R$ 8,358 bilhões para 2026, com preocupações sobre a pressão nos yields. A entrada de novos acionistas na Cosan, controladora da Rumo, pode intensificar a busca por maior geração de caixa e otimização de investimentos.
Em contraste, o Itaú BBA reiterou sua recomendação de compra para a Rumo, com um preço-alvo de R$ 19,00. A visão otimista do Itaú BBA baseia-se em perspectivas favoráveis para os volumes e fretes no setor agro, com a ESALQ-LOG prevendo safras robustas de soja e milho em 2026, maior competitividade do Porto de Santos e um aumento nos fretes rodoviários e ferroviários. As questões regulatórias envolvendo as concessões da Malha Oeste e Malha Sul permanecem no radar, e seu impacto dependerá do formato das futuras renovações.