Os EUA ordenaram a retirada de funcionários não essenciais de sua embaixada em Beirute devido a tensões regionais e à possibilidade de ataques aéreos contra o Irã.
Os Estados Unidos ordenaram a retirada de funcionários não essenciais e familiares de sua embaixada em Beirute, Líbano, como medida preventiva em meio a um cenário de tensões crescentes no Oriente Médio. A decisão, que afeta cerca de 40 funcionários já retirados, é temporária e busca assegurar a segurança do pessoal americano, ao mesmo tempo em que a embaixada mantém sua capacidade de operação.
A ação ocorre em um momento delicado, marcado por ameaças do presidente Donald Trump de atacar o Irã, país que mantém laços com o grupo Hezbollah. Os militares dos EUA estão concentrando forças na região, incluindo porta-aviões e caças, enquanto Trump considera ataques limitados ao Irã e deu um ultimato para um acordo nuclear. Adicionalmente, o Hezbollah convocou a "resistência" após um ataque israelense que resultou na morte de oito de seus integrantes no leste do Líbano, intensificando a instabilidade regional. Apesar das tensões, diplomatas dos EUA e do Irã estão em negociações para um acordo nuclear, com a próxima rodada agendada para quinta-feira.