O vice-presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, relator das resoluções eleitorais, enfatiza a necessidade de ouvir big techs e a sociedade para regulamentar o uso da inteligência artificial nas eleições de 2026, visando proteger direitos e garantir um processo eleitoral organizado.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, destacou a urgência de debater o impacto da inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026. Como relator das resoluções que guiarão o pleito e futuro presidente da Corte, Marques ressaltou a importância de ouvir big techs e diversos setores da sociedade para construir dispositivos que protejam direitos e assegurem a organização do processo eleitoral. As regras para o uso da IA serão elaboradas após uma série de audiências públicas, onde serão coletadas sugestões e propostas.
As minutas iniciais das resoluções mantiveram as diretrizes de 2024, que já proibiam deepfakes e exigiam a rotulagem de conteúdo gerado por IA. O TSE recebeu um número recorde de 1.431 propostas de alteração para as regras eleitorais, evidenciando a complexidade e a relevância do tema. As audiências públicas abordarão não apenas a IA, mas também pesquisas eleitorais, auditoria, sistemas eleitorais, registro de candidatura, prestação de contas e propaganda eleitoral, buscando um consenso para as normas que regerão o próximo pleito.