Uma pesquisa revela um aumento alarmante de ataques xenofóbicos contra nordestinos nas redes sociais durante anos eleitorais, com preocupações crescentes sobre o uso de IA em 2026 e a responsabilização das plataformas.
Uma pesquisa recente, conduzida por pesquisadores da UFSCar e UFCG, revelou um aumento drástico nos ataques xenofóbicos contra nordestinos nas redes sociais durante anos eleitorais no Brasil. Segundo dados da SaferNet, as ofensas cresceram 821% em 2022 e 595,5% em 2018, evidenciando uma intensificação do discurso de ódio à medida que as eleições se aproximam. O estudo, que analisou 282 milhões de publicações no X (antigo Twitter), acende um alerta para os próximos pleitos.
A preocupação é ainda maior para a eleição presidencial de 2026, que será a primeira após a nova interpretação do STF sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, responsabilizando plataformas por conteúdos ilegais. Especialistas preveem que, embora as punições judiciais anteriores e a maior responsabilidade das plataformas possam mudar a dinâmica, o uso de inteligência artificial generativa para criar discursos de ódio falsos e enganosos representa um desafio significativo. A pesquisa reforça que tais postagens não são protegidas pela liberdade de expressão e podem ser enquadradas na Lei Antirracismo.