O Papa Francisco implementou reformas que rebaixaram o status e a autonomia do Opus Dei, gerando um embate com o grupo conservador e expectativas sobre o futuro da organização na Igreja Católica.
O Vaticano e o Opus Dei estão em um embate devido às reformas implementadas pelo Papa Francisco, que visam reduzir a autonomia e os privilégios da organização conservadora. As mudanças incluem a retirada do status de "prelazia pessoal", concedido em 1982, que equiparava o Opus Dei a uma diocese. Agora, a organização deve se reportar a um dicastério de menor hierarquia e seu prelado não será automaticamente bispo, sinalizando o fim de uma era de autonomia singular.
Essas ações são interpretadas como um esforço de Francisco para integrar o Opus Dei à visão do Concílio Vaticano II, que busca maior participação das dioceses e uma Igreja mais aberta. O Opus Dei, fundado em 1928 e com histórico de posições conservadoras, está em processo de atualização de seu estatuto para se adequar ao novo status de associação clerical pública. A comunidade católica aguarda a postura do futuro Papa Leão 14 em relação a essas reformas, embora a reversão das decisões de Francisco seja considerada improvável, dada a percepção de desconforto que o Opus Dei causa em alguns setores da Igreja.