Mortes a esclarecer
Mortes violentas que a polícia registrou sem conseguir dizer o que foram — o buraco na estatística de homicídio.
2022
10.438
vs. 2021
+11,6%
Série
2011 a 2022
O que é este indicador
Registros de morte violenta que ficaram sem classificação: a polícia sabe que houve uma morte não natural e não afirma se foi homicídio, suicídio ou acidente.
É a medida da opacidade da estatística criminal. Parte destes casos é homicídio que não entrou na contagem de MVI — um estado que investiga menos aparece mais seguro sem ter ficado mais seguro. Em 2022 são 10.438 mortes a esclarecer contra 47.963 MVI, uma proporção de mais de um para cinco.
O equivalente do lado da saúde são as mortes violentas por causa indeterminada, do Ipea.
O número é registro policial, não contagem de mortes. O Anuário consolida o que as Secretarias de Segurança dos 27 estados reportam, com metodologia própria de padronização. Uma ocorrência só existe aqui se alguém a registrou — mudança na forma de registrar, num estado grande, move a série nacional sem que nada tenha mudado na rua.
Série completa
| Período | A esclarecer | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2022 | 10.438 | +11,6% |
| 2021 | 9.350 | −16,2% |
| 2020 | 11.163 | −18,0% |
| 2019 | 13.611 | +11,8% |
| 2018 | 12.169 | +61,5% |
| 2017 | 7.537 | −23,8% |
| 2016 | 9.886 | +5,9% |
| 2015 | 9.338 | +23,3% |
| 2014 | 7.576 | +3,5% |
| 2013 | 7.317 | −52,4% |
| 2012 | 15.357 | +27,1% |
| 2011 | 12.079 | — |
