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The $100 Heart Scan Brad Gerstner Says Could Save Your Life

Sourcery with Molly O'Shea16 de setembro de 202623minVer no YouTube|

No All-In Summit, o investidor Brad Gerstner (Altimeter Capital) e Rob Goldberg apresentaram um trailer móvel equipado com um tomógrafo computadorizado de cálcio coronariano (CAC). A iniciativa faz parte do projeto da organização Center for Heart Attack Prevention, fundada por Gerstner e Jason Chang, com o objetivo de transformar o exame de escore de cálcio no equivalente ao "mamograma do coração" e torná-lo padrão nacional de rastreamento preventivo.

A tese do rastreamento em massa (CAC)

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e matam cerca de 800.000 pessoas por ano nos Estados Unidos — número que contrasta com as cerca de 40.000 mortes anuais por câncer de mama. Apesar dessa desproporção:

  • Os Estados Unidos realizam 40 milhões de mamografias por ano, mas apenas 1 milhão de tomografias de cálcio coronariano.
  • A meta defendida por Gerstner é elevar o volume de tomografias de cálcio para 40 milhões de exames anuais.
  • Segundo a estimativa apresentada, a escala preventiva pouparia 50.000 vidas por ano (equivalente, segundo Gerstner, a "encerrar uma guerra da Ucrânia por ano nos EUA") e economizaria US$ 20 bilhões anuais em custos governamentais de saúde pública.
  • O exame de escore de cálcio é rápido (5 minutos na maca, 10 a 15 minutos no total), não invasivo, sem ruído intenso (diferente de ressonâncias como o Prenuvo) e tem custo de cerca de US$ 100 fora do convênio.

O caso Dave Goldberg e as falhas dos testes tradicionais

Rob Goldberg relatou a morte repentina de seu irmão, Dave Goldberg (então CEO da SurveyMonkey e marido de Sheryl Sandberg), aos 47 anos, durante uma viagem de comemoração de aniversário com amigos no México:

  • Dave foi encontrado colapsado na academia ao lado de uma esteira, vítima de uma arritmia ventricular provocada por doença cardíaca coronariana não diagnosticada, deixando dois filhos de 7 e 10 anos. O episódio originou o livro Option B, de Sheryl Sandberg e Adam Grant.
  • Cinco meses antes da morte, Dave havia passado em um teste ergométrico de esforço com eletrocardiograma (running EKG) com médicos de ponta. O condicionamento cardiovascular de Dave mascarou os sintomas, fazendo o coração trabalhar sob sobrecarga extrema até parar.
  • Gerstner e Goldberg destacam que testes de esforço e EKGs tradicionais apresentam margens de erro (cerca de 4% de falso-positivos ou falso-negativos) e não revelam a presença anatômica de placas arteriais.

Por que o colesterol e exames de sangue tradicionais são insuficientes

Brad Gerstner refuta a dependência exclusiva de painéis lipídicos convencionais:

  • 50% das pessoas que sofrem ataques cardíacos possuem níveis de colesterol considerados normais (na "faixa verde", historicamente definida entre 80 e 120 mg/dL).
  • A presença de cálcio arterial é o indicador definitivo de propensão para acúmulo de placas. O infarto não ocorre sem a formação prévia de placas.
  • Gerstner consultou chefes de cardiologia preventiva de instituições como Stanford, Harvard e Columbia. Ao perguntar o que prescrevem para suas próprias famílias, a resposta unânime foi: realizar um exame de CAC aos 30 ou 35 anos; caso o escore seja diferente de zero, entrar imediatamente com estatinas e ezetimiba para derrubar o LDL abaixo de 40 mg/dL e reduzir o ApoB, patamares muito mais estritos que as diretrizes convencionais.

Captura regulatória e histórico médico

Gerstner atribui a ausência do exame CAC no padrão de atendimento a uma escolha regulatória e de mercado feita há 50 anos (na esteira do infarto do presidente Dwight D. Eisenhower no Salão Oval):

  • Na corrida médica para responder à crise de saúde cardíaca, a indústria dividiu-se entre o rastreamento por tomografia e o tratamento invasivo com stents.
  • O lobby dos stents e do monitoramento passivo de colesterol prevaleceu junto aos órgãos federais, relegando a intervenção médica ao momento em que a obstrução crítica já está instalada, em vez de atuar décadas antes na prevenção.

CAC vs. Angiografia por Tomografia Computadorizada

Gerstner detalha a diferença de indicação entre os dois procedimentos:

  1. Tomografia de Cálcio Coronariano (CAC): Não invasiva, sem uso de contraste, dura de 2 a 5 minutos na máquina e custa cerca de US$ 100. Mede placas calcificadas. Um escore zero indica ausência de cálcio (embora não detecte placa mole isolada, a placa mole tende a se calcificar com o tempo, tornando o CAC assertivo em mais de 90% dos casos de triagem).
  2. Angiografia Coronariana por Tomografia: Utiliza contraste iodado injetado na corrente sanguínea para visualizar a porcentagem exata de estenose (bloqueio) e a presença de placas moles. Custa mais de US$ 2.000 e é invasiva. Gerstner recomenda a angiografia apenas após um escore de CAC positivo (não-zero), com integração a softwares de IA radiológica (como o Cleerly) para mapeamento tridimensional da saúde arterial.

Operação do trailer e modelo de expansão "Buy One, Give One"

Após alugar um scanner para seu dia de investidores em Sand Hill Road (onde CEOs descobriram obstruções arteriais de 98% e precisaram de stents em semanas), Gerstner comprou a unidade móvel há cerca de um ano:

  • Capacidade do trailer: Equipado com tomógrafo da Siemens, realiza cerca de 33 exames em um turno de 9 horas. Os exames são laudados anonimamente e encaminhados a cardiologistas que contatam diretamente os pacientes em risco.
  • Modelo corporativo "Buy One, Give One": Empresas do Vale do Silício pagam o dobro pelo serviço (US$ 200 por funcionário) para que a unidade móvel ofereça exames gratuitos em regiões vulneráveis, como East Palo Alto, e em eventos públicos (como durante o Super Bowl em San Francisco).
  • Articulação política em Washington: Gerstner levou o trailer e aplicou exames em cerca de 40 a 50 membros da Câmara dos Representantes e do Senado. Reuniu-se com o Dr. Mehmet Oz, integrantes da Casa Branca e parlamentares para aprovar a cobertura do CAC pelo Medicare e Medicaid, passo necessário para torná-lo padrão clínico obrigatório nos EUA.
  • Periodicidade: Com base em discussões com especialistas (mencionando o Dr. Mark Hyman e a Dra. Sandra Dixon), a recomendação para quem tem escore baixo ou zero é repetir o exame a cada 3 a 5 anos, combinando os dados de imagem a genética e exames laboratoriais longitudinais.