O Fundo Soberano de IA dos EUA é uma proposta legislativa apresentada pelo senador Bernie Sanders que visa transferir 50% das ações de grandes empresas de inteligência artificial para o governo federal. A iniciativa busca democratizar os lucros do setor, argumentando que a tecnologia foi construída com base em recursos e conhecimentos públicos. Atualmente, o projeto ainda não foi formalmente apresentado ao Congresso e enfrenta debates sobre o papel do Estado na governança tecnológica.
O Fundo Soberano de IA dos EUA (American A.I. Sovereign Wealth Fund Act) é uma proposta de legislação apresentada pelo senador Bernie Sanders (independente por Vermont) em junho de 2026. O projeto visa criar um fundo soberano federal que deteria participação acionária de 50% em grandes empresas de inteligência artificial, como OpenAI, Anthropic e xAI, por meio de uma transferência única de ações (equivalente a um imposto de 50% pago em equity, não em lucros). O argumento central é que a IA foi desenvolvida com base em décadas de pesquisa pública financiada pelo governo e no conhecimento coletivo da sociedade, sem compensação adequada, e que os lucros gerados devem beneficiar todos os americanos, não apenas bilionários do setor. O fundo permitiria ao governo ter assento em conselhos e influência em decisões estratégicas, além de destinar recursos para pagamentos diretos, saúde, educação e moradia.
A legislação criaria um fundo soberano por meio de uma transferência única de 50% das ações das principais empresas de IA para o governo federal. Diferente de um imposto sobre lucros, o mecanismo seria pago em ações, conferindo ao fundo direitos de voto e representação igualitária nos conselhos das empresas. Os rendimentos do fundo seriam usados para melhorar a qualidade de vida dos americanos, incluindo benefícios diretos e acesso garantido a serviços públicos. O projeto também busca dar ao público um papel direto na definição do futuro da tecnologia.
Sanders argumenta que a IA não surgiu do nada, mas foi construída sobre o conhecimento coletivo da humanidade — livros, pesquisas científicas, dados e criações culturais —, muitas vezes sem permissão ou pagamento. Ele cita declarações de executivos como Sam Altman, da OpenAI, sobre o uso de "experiência coletiva" e "aprendizados da humanidade". A proposta surge em meio ao rápido avanço da IA e à concentração de poder em poucas empresas privadas.
A proposta gerou discussões sobre estatização parcial de empresas de tecnologia, com comparações a fundos soberanos de países como Noruega e Arábia Saudita. Críticos a veem como uma forma de intervenção excessiva do governo, enquanto apoiadores destacam a necessidade de democratizar os benefícios da IA. Até o momento, o projeto ainda não foi formalmente apresentado ao Congresso e enfrenta desafios de aprovação em um cenário político dividido.
O fundo proposto é inspirado em modelos existentes de fundos soberanos que investem em ativos para benefício público de longo prazo, como o Government Pension Fund Global da Noruega (financiado por petróleo) e fundos da Arábia Saudita. Diferentemente desses, o foco seria especificamente em equity de empresas de IA, com objetivo de controle democrático e redistribuição de riqueza tecnológica.
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